quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Bis de Denise Stoklos

Mais uma noite comandada por Denise Stoklos no Teatro de Santa Isabel. Dessa vez, na pele de uma rainha, a atriz trouxe para o palco a história de Mary Stuart. Sozinha em cena, Denise conseguiu prender a atenção da platéia, ontem (24), com a história da rainha da Escócia, aprisionada e condenada à morte injustamente pela própria prima, Elizabeth I, rainha da Inglaterra.

A atriz une, com muito humor, a palavra ao gesto, num espetáculo que não tem tempo cronológico, dimensão espacial ou geografia determinada. No palco, assim como em Vozes Dissonantes, apresentado na segunda-feira (24), Denise utiliza o mínimo de recursos materiais e o máximo do corpo, voz e o pensamento.


A peça foi inspirada em vários textos sobre a rainha da Escócia. Denise, que é conhecida pela sua competência no que diz respeito à arte de atuar/dirigir/escrever suas próprias peças, foi destaque no festival, trazendo dois trabalhos para o Recife. "A presença dela no palco é incrível. O corpo fala. As expressões são muito fortes. Além disso, tem todo um trabalho de pesquisa que percebemos na construção do texto. Tudo muito bem pensado e representado", ressaltou a estudante Rita Costa, que acompanha as apresentações do Festival.

Aprendizes em cena


A noite desta terça-feira (24) foi especial para os que fazem o projeto “O Aprendiz Encena”, do Centro Apolo-Hermilo. Dentro da programação do 12º Festival Recife do Teatro Nacional, a montagem da peça “Playdog” foi o resultado de meses de trabalho e dedicação. No palco do Teatro Hermilo Borba Filho, os atores Auricêia Fraga, Pascoal Filizola e Cleiton Cabral deram vida aos textos de Rafael Martins, Newton Moreno e Carlos Bartolomeu.

Três histórias foram colocadas em cena: Lesados, A Refeição e O Jogo da Amarelinha. Três textos curtos que funcionaram como um jogo arrancando gargalhadas e aplausos da platéia que lotou o teatro. Playdog volta a ser apresentado hoje (25), às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho.









Foto: Val Lima


Confira trechos de Playdog:


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Vozes da Stoklos

O Teatro de Santa Isabel recebeu na noite de ontem (23), a peça Vozes Dissonantes. Criado em 1999, o espetáculo trata de brasileiros rebeldes que não eram a favor das ordens oficiais do país durante os cinco séculos de história. Fundamentado em expressões de filósofos, religiosos, políticos e poetas, que de alguma maneira ajudaram o Brasil na busca ou geração de novos caminhos, em 1h15 de peça, a autora/diretora/atriz Denise Stoklos, faz a platéia refletir.



Vozes Dissonantes segue a linha de Teatro Essencial que trata de um teatro baseado menos nos recursos plásticos excessivos e mais na capacidade de comunicação do ator, seu corpo, sua voz e seu testemunho particular.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Carícias: momentos de conflitos e união



Uma viagem através dos relacionamentos do homem urbano contemporâneo ao revelar situações limites das relações afetivas e comunicação humana é o que propõe a peça Carícias, apresentada neste domingo (22), no Teatro Hermilo Borba Filho. O texto é do dramaturgo catalão Sergi Belbel com tradução da carioca Christiane Jathay e a versão apresentada no Festival tem a direção do pernambucano Leo Falcão.

No elenco, estão Ana Claudia Wanguestel, Carlos Lira, Cira Ramos, Marcelino Dias, Paula de Renor e Rodrigo García. A peça teve uma curta temporada no mês de setembro e voltou a se apresentar especialmente para o Festival.







Foto: Val Lima

In On It

O Teatro Apolo ficou completamente lotado com a apresentação da peça In On It, neste fim de semana. Em duas sessões (sábado e domingo), a montagem carioca do canadense Daniel Macivor, fez o público gargalhar e refletir durante quase duas horas de apresentação.

Foto: Val Lima

No palco, dez personagens são vividos pelos atores Emilio de Mello e Fernando Eiras, com direção de Henrique Diaz. In On It passa uma sensação de mistério. A história segue uma narrativa em espiral sobre um homem que morre, dois amantes cujo amor esta terminando e dois homens que contam esta historia.

No enredo, três esferas são apresentadas e fundidas: a peça, o espetáculo e o passado. O cenário é formado por paredes descobertas, duas cadeiras e uma iluminação que caracteriza as diferentes realidades.

Poesia e imaginação no Teatro do Parque

O público infantil garantiu o seu espaço no Festival no fim de semana, com a apresentação da peça “Outra vez, era uma vez...”, da Companhia Fiandeiros de Teatro (PE). As apresentações aconteceram no Teatro do Parque no sábado e no domingo (21 e 22).



Foto: Val Lima

Em cena, uma fusão entre as linguagens musical e teatral. O enredo mostra o conflito interno de um escritor incapaz de finalizar sua obra. Com a imaginação do poeta (personagem principal da trama), os personagens ganham vida e o levam para dentro da sua própria história, vivendo entre o passado e o presente – levados pelo som da música.

Foto: Val Lima

“Achei a peça divertida e bem colorida. A forma que contaram a história ajudava a fazer com que a gente viajasse junto na imaginação”, disse Renata (11) que assistia a apresentação com a mãe e o irmão de sete anos.

Confira trechos de "Outra vez, era uma vez..."



sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Barreto Junior recebe Encruzilhada Hamlet

Em Encruzilhada Hamlet (hoje e amanhã, às 19h, no Teatro Barreto Junior), os personagens Hamlet e o Coveiro removem a cova onde foram enterrados há cinco séculos e ressurgem no ano em que a peça está sendo mostrada. Com eles, vêm à tona as artimanhas do patriarcalismo, a restringência da morte, a extenuada luta de classe, a inconciliação dos opostos, o êxtase aflitivo de ser criador e criatura e a má fé das promessas e dos pactos sorridentes dos que detêm qualquer tipo de poder e se consideram superiores aos seus (des)semelhantes.

Foto: Val Lima

Nesta encruzilhada de inumeráveis caminhos, interpretações e interpenetrações, as personagens de todos os teatros brincam de adquirir autonomia figural, para além dos golpes certeiros de Pirandello. Rejubilam-se com a artificialidade do mundo e dos homens: céu de teatro, terra de teatro, luminares de teatro, luz de teatro, voz de teatro, gente de teatro que ainda acredita no teatro, trabalhador de teatro.

Encruzilhada Hamlet não é uma adaptação do Hamlet shakespeareano, mas um texto original, dividido em três partes assim denominadas: Um retábulo para os luminares celestes, Um retábulo para os espíritos e Um retábulo para os loucos e deserdados. O texto/encenação rende homenagem à arte de jogar em cena e a todos os trabalhadores do teatro: do bilheteiro ao ator, revalorizando o cenotécnico, o maquinista, o cortineiro, o aderecista, o contra-regra, o eletricista, o iluminador, o operador de som, todos os artífices e oficiantes da liturgia teatral.

Os ingressos custam apenas R$ 1.